Montar e manter times de alto desempenho em projetos: uma habilidade essencial ao GP, mas nem sempre sob seu total controle

A seção deste mês apresenta dicas de como montar e manter equipes de alto desempenho no seu projeto O contexto: Projetos são caracterizados por uma forte dependência dos recursos humanos de que dispõem. Novos produtos são desenvolvidos por engenheiros altamente especializados em suas respectivas áreas. Grandes construções são intensivas em mão de obra. Projetos de implantação e integração de softwares requerem pessoal altamente especializado. Consultorias em logística, produção enxuta, seis sigma, transformação digital etc. requerem pessoal com alta qualificação técnica e capacidade de negociação em geral. Por outro lado, cada vez mais, os projetos demandam pessoas em diferentes locais do globo, que falam diferentes línguas, têm diferentes culturas e visões de mundo. E ainda, pessoas de diferentes gerações trabalham juntas. Por vezes, você pode ter um funcionário altamente especializado, da geração X, com 65 anos, e outro que está iniciando a carreira aos 24 anos, totalmente da geração Z. A questão: O que fazer para construir um time de alto desempenho nesse contexto complexo? Como garantir que as individualidades dos especialistas envolvidos sejam respeitadas sem comprometer os objetivos do projeto? Como as práticas da empresa podem influenciar o desempenho do time? Como manter a motivação do time de alto desempenho? O objetivo: Pessoas motivadas e comprometidas com os objetivos do projeto são um grande diferencial, independentemente de sua posição hierárquica. A seção desta semana tem como objetivo apresentar dicas sobre o gerenciamento de pessoas no projeto, a fim de construir e manter um clima de alta produtividade. O que a prática ensina: Equilibre sua equipe: parece lugar-comum, mas vale a dica: não se monta um time de alto desempenho com pessoas do mesmo perfil. Se você tem um ótimo técnico na equipe, contrate alguém com alta capacidade de comunicação e perfil generalista. O conjunto funciona melhor. Há uma tendência muito forte no Brasil de privilegiar o aspecto técnico em alguns setores ou um perfil muito generalista em outros. A melhor opção é equilibrar esses perfis no projeto. Esse equilíbrio pode não se limitar à especialidade. O ritmo de trabalho é um fator a considerar. Equipes de alto desempenho têm pessoas altamente criativas ou com muito tempo de experiência, mas que trabalham em ritmo mais lento, e também pessoas com alta capacidade para atividades repetitivas. Aqui, os perfis também se complementam. Quando estiver desenvolvendo o plano de RH do seu projeto, pense em complementaridade.  Deixe claro qual é o desempenho esperado do time: um bom plano de RH não é suficiente para que o grupo saiba o que o gerente espera de cada um. Se o planejamento foi bem feito, as habilidades e competências das pessoas são conhecidas; e as fragilidades também devem ter sido mapeadas. Cabe ao gerente incorporar, na sua análise de risco do projeto, como mitigar os riscos de o pessoal não desempenhar conforme desejado. Mas principalmente, cabe ao gerente deixar claro o que espera do grupo. Falar sobre o que é crítico fazer para que o projeto cumpra seus objetivos, de preferência para todos ao mesmo tempo, com a mesma linguagem e, se possível, pessoalmente. Obviamente, todo o aspecto de comunicação, a possibilidade de pessoas em locais geograficamente dispersos, trabalho remoto etc., deve ser levado em consideração, mas deixar claro o que é crítico e como a equipe deve se postar enquanto grupo é imprescindível.  Dê ênfase ao aprendizado coletivo: uma equipe de alto desempenho é, comumente, uma equipe que gosta de trabalhar em conjunto e aprende muito em grupo. O gerente precisa trazer essa questão do aprendizado para a gestão de RH do projeto. Quais habilidades, competências e atitudes cada membro do grupo precisa e/ou gostaria de incorporar ao longo do projeto? Aprender em grupo e individualmente faz com que cada membro do time se sinta estimulado a contribuir a cada nova experiência proporcionada pelo gerente ou por outro membro do time. E esse é um círculo virtuoso que o gerente deve saber identificar e atuar nele. Tanto reforçando-o quanto redirecionando-o, de modo a promover sinergia com o projeto e seus objetivos.  Seja claro e justo na resolução de conflitos: o dia a dia dos projetos pode ser resumido a uma atividade incessante de resolução de questões (issues) gerais sobre tudo o que tem relação com o projeto: pessoal, uma tarefa, um equipamento quebrado, a logística de recebimento ou entrega de algo que não funcionou, um sistema ou uma funcionalidade que apresentou bug, etc. O improvável ocorre e precisa ser resolvido. Na resolução dessas questões diárias, o gerente é constantemente analisado quanto à sua coerência em relação ao projeto e à expectativa de desempenho que passou para o time. Coerência é fundamental, e o alto desempenho vai passar a ser uma prática que se espera do gerente, a cada momento e a toda hora ao longo do projeto. Entretanto, nada é mais marcante em um projeto do que as questões que surgem e dizem respeito à gestão do time, aos conflitos de trabalho entre membros do time e ao respeito às individualidades. Em qualquer uma dessas questões, não só a coerência quanto ao desempenho é esperada, mas também a habilidade de identificar a causa raiz das questões ocorridas, como cada membro do time sente (não só raciocina sobre) a questão e qual o melhor encaminhamento para o projeto em primeiro lugar e para cada membro do time em particular. Times de alto desempenho são construídos ou destruídos pela forma como os conflitos pessoais e individuais são tratados. Estratégias de confronto do problema são mais adequadas; entretanto, deve-se buscar o melhor momento para tratar a questão. Independentemente da forma de tratamento do conflito, sua resolução e o raciocínio que a embasou devem ficar claros para o time. Um sentimento de justiça deve ser alcançado ao final, o que geralmente implica que ambos os lados cedam em prol do objetivo comum: o projeto. Se os membros do seu time de alto desempenho sentirem que há privilégio por algum colega, independente da questão tratada, sério risco há de que o espírito de equipe se perca, ou mesmo pessoas

FAPDF apoia tecnologia que leva inteligência aumentada à indústria do Distrito Federal

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) está apoiando o desenvolvimento de uma tecnologia que utiliza inteligência aumentada para impulsionar a indústria do DF. A iniciativa busca modernizar processos produtivos, trazendo mais eficiência e competitividade para o setor industrial da região. Saiba mais na página oficial da FAPDF.

Disciplina Isolada – Tópicos Especiais II: Processo de desenvolvimento de produtos mecatrônicos para cadeias de produção agroalimentares. Inscrições até 30/10/2024.

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) está com oferta de disciplina isolada no Programa de Pós-Graduação em Zootecnia (PPGZ), ministrada pelo professor Sanderson César Macêdo Barbalho. É uma excelente oportunidade para quem deseja aprofundar seus conhecimentos na área. Saiba mais na página oficial da UTFPR.

Projeto da UnB inventor do ventilador mecânico Ticê vira startup

Confira a reportagem completa sobre o projeto do GPIPP que levou o ventilador mecânico TICE a virar uma startup. O desenvolvimento da tecnologia promete revolucionar o mercado de equipamentos médicos e contribuir para a saúde pública, com um impacto significativo em situações de emergência. Leia a reportagem original na UnB Notícias.

Apicultura orgânica 4.0

Confira a reportagem completa sobre a inovação na apicultura orgânica, com o uso de tecnologias avançadas, como o conceito de Apicultura Orgânica 4.0. A reportagem detalha como as novas abordagens podem transformar a produção de mel e outros produtos apícolas, promovendo sustentabilidade e eficiência no campo. Leia a reportagem original na Finatec.